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terça-feira, dezembro 05, 2006

Cala-te Pedro Mota 

O seguinte é a transcrição de um mail que recebi hoje que consiste de uma resposta:
"Exmo Senhor Ricardo Pereira,

Li ontem, com toda a atenção, o artigo que escreveu na última edição da
"Visão". Versa o excelso artigo produzido sobre o tema que agora está na
moda: Quais os Portugueses que mais se evidenciaram ao longo da nossa
história.

Ensaia V. Exa ao longo do mesmo artigo um conjunto de afirmações sobre
Oliveira Salazar: Começa por afirmar a sua admiração pela sua inclusão
na famosa "Lista", compara-o a Adolfo Hitler e termina, afirmando, que
se Salazar ganhasse o concurso seria a primeira vez que teria ganho umas
eleições democraticamente.

Perante o estilo leviano do artigo e a piadinha fácil, não me surpreende
a comparação com A. Hitler. Surpreende-me, isso sim, que se tenha
esquecido do óbvio. O tal Adolfo foi eleito democraticamente na
Alemanha. E democraticamente eleito conquistou quase toda a Europa e
democraticamente eleito ordenou o holocausto. Numa guerra onde morreram
milhões e milhões de Europeus. Conclusão óbvia: As eleições, mesmo as
"democráticas" valem o que valem.

Nesta guerra não morreram Portugueses em combate. Sabe o Exmo Senhor a
quem deve tal feito: Pois é. Ao tal que não foi democraticamente eleito.
Sabe o Exmo Senhor os esforços diplomáticos que foram feitos para evitar
a entrada de Portugal na Guerra? Sabe quem gizou diariamente a
estratégia? Sabe os riscos que corremos? As pressões que sofremos?
Estimará quantos mortos morreriam se tivéssemos entrado briosamente no
conflito?

Sabe o estado em que Salazar herdou o país após a espantosa 1ª
República, que é tanto admirada pela família Soares? Eleita
democraticamente claro está! Sabe a que estado de miséria chegou o povo
que em 1928 abominava os partidos políticos, os quais os considerava os
criminosos responsáveis pelo estado de ruína a que o país se encontrava.

Sabe quem delineou, pela primeira vez, a viragem para a actual U.E.?
Pois é: O tal que não foi democraticamente eleito. Vá verificar, caro
amigo. Leia.

Sabe quem nunca fez obra? O que mandou construí a Ponte sobre o Tejo, a
barragem de Castelo de Bode, o Aeroporto da Portela.

Sabe quem nunca abandonou 1 milhão de Portugueses nas ex- colónias à sua
sorte/morte? Pois é, pois é. Fácil foi fazer como se fez a seguir ao 25
de Abril. Fugir é sempre fácil. Além de ser próprio dos fracos.

Sabe quem morreu na miséria, tendo servido a causa pública sem receber
uma atenção, uma recompensa, um prémio, uma benesse, uma jóia, um
diamante? Sabe quem foi íntegro no exercício do poder? Pois é, pois é.

Se V. Exa tem dúvida que Salazar ganharia todas as eleições durante o
período que esteve no poder, está muitíssimo mal informado. Leia. Estude
sobre a época. Que era alérgico a elas. Sem dúvida. E com razão, a meu
ver. Estude a 1ª República. Os governos que se sucederam. O desgoverno
que se atingiu. Vem daí a alergia.

E quanto à censura: Pois. E a informação que temos hoje? Eu prefiro a
censura. Evitaria ter de ler, por exemplo, o que tão infatilmente escreveu.

Numa palavra: Não escreva sobre o que não sabe. E ainda tem uma
surpresa. Num país infestado pela corrupção, pela mediocridade e pela
ambição desmedida pelo poder na busca da corrupção, eu voto no Salazar.
E não serei o único. Garanto-lhe

Cumprimentos do,

Pedro Mota

PS: Não tenho 100 anos. Tenho 43. Não vivi no tempo da "maldita"
Ditadura. Ao invés, li e estudei muito sobre ela. Não me atrevo a
sugerir tal. A ignorância neste país é desmedida. Não fuja, pois, à regra."

Pois bem, segue-se agora a resposta deste blog a Pedro Mota.
O teu mal foi não viver durante a ditadura e seres perseguido por teres opinião.
Se não gostas de opiniões, não leias a comunicação social e masturba-te às escuras.
Democracia é uma merda, mas sempre dá para a maldizer.

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